Candidatos a prefeito votam nas regiões de Morumbi e Pinheiros em SP
terça-feira, 7 de outubro de 2008Os três candidatos à prefeitura de São Paulo melhores colocados nas últimas pesquisas votaram na manhã deste domingo (5), dia de definição do primeiro turno das eleições municipais.
A primeira a votar foi Marta Suplicy (PT). Ela esteve na 251ª Zona Eleitoral, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, na Zona Oeste à s 9h20. Na saÃda, disse estar confiante na disputa do segundo turno.
O atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) votou às 10h35 deste domingo (5), na 251ª Zona Eleitoral, no Alto de Pinheiros, também na Zona Oeste.
O ex-governador Geraldo Alckmin votou às 10h50 na 346ª Zona Eleitoral, no bairro do Morumbi, Zona Sul de São Paulo.
Pesquisas
As pesquisas de intenção de voto mostram que a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) tem vaga assegurada na próxima fase. Segundo o Datafolha, Marta tinha 38% das intenções de voto no inÃcio da campanha eleitoral em 4 de julho e mantinha 36% neste sábado (4). Questionada na quinta-feira (3) sobre seu estado de espÃrito neste domingo (5), Marta previu que “certamente será a mais tranqüila” entre os candidatos.
O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) trocaram de lugar na disputa pela vaga no segundo turno.
Kassab saiu de 13% em 4 de julho para 30% à s vésperas da eleição – crescimento de 17 pontos percentuais. Alckmin estava com 31% em 4 de julho e chegou a 21% em 30 de setembro – queda de 10 pontos percentuais.
Isolados
De acordo com as pesquisas, os três primeiros estão isolados dos demais candidatos. Quarto colocado, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) oscilou entre 6% e 7% das intenções de voto durante todo o perÃodo.
Alckmin e Kassab se enfrentam nos bastidores mesmo antes do anúncio de suas candidaturas. Kassab chegou à Prefeitura de São Paulo como vice de José Serra (PSDB). Serra deixou o cargo em março de 2006 para disputar o governo do estado. Kassab assumiu e manteve secretariado majoritariamente tucano.
Kassab
Fiel a Serra, Kassab divide seu crescimento nas pesquisas com o governador e conta com apoio de parte dos tucanos ligados a Serra,embora o PSDB nacional tenha divulgado pelo menos três cartas públicas em que defendeu Alckmin e condenou o apoio informal a Kassab.
Praticamente desconhecido pela maioria do eleitorado, Kassab fechou alianças com o PMDB do ex-governador Orestes Quércia e mais quatro siglas (PR, PRP, PV e PSC) – o que lhe garantiu o maior tempo de TV. Com comunicação eficaz, elogiada até mesmo pelos adversários, Kassab comemora o fato de ter conseguido colar sua imagem à do governo municipal, que segundo o Datafolha está bem avaliado: 47% de ótimo e bom e 15% de ruim e péssimo.
Alckmin
Candidato derrotado à presidência da República em 2006, Alckmin rejeitou apoiar Kassab nas eleições deste ano em troca de uma vaga para concorrer a governador em 2010 – oferta que alinharia os tucanos pró-Alckmin com o projeto de candidatura do governador José Serra à Presidência da República também em 2010, como afirmam o lÃder dos tucanos na Câmara Municipal, Gilberto Natalini e o secretário municipal de esportes, Walter Feldman.
Decidido a enfrentar o grupo tucano que apóia Kassab, Alckmin obteve apoio de 89% dos militantes que foram à convenção do PSDB em julho, mas o placar não resolveu os problemas do candidato. O tucano obteve apoio do PTB e indicou como vice o deputado Campos Machado, lÃder do partido e aliado histórico do PSDB em São Paulo.
Ante afirmações de que sua candidatura ficou isolada dentro do PSDB, Alckmin conseguiu declarações de apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de Minas Gerais, Aécio Neves. O governador José Serra, entretanto, participou uma única vez de evento ao lado do candidato tucano – durante jantar de comemoração dos 20 anos do partido.
Desgastado, Alckmin trocou o marqueteiro de sua campanha a três semanas do primeiro turno, elevou as crÃticas a Kassab, explorou suas relações com os ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf, além de mostra sua aliança com o ex-governador Orestes Quércia, o que lhe rendeu desgastes com o ex-governador. Os ataques não impediram o crescimento do democrata e nem a queda do tucano.
Aliados em São Paulo desde 1998, lÃderes do PSDB e do DEM, afirmam que os dois partidos estarão juntos no segundo turno, mas os ataques de Alckmin a Kassab devem provocar constrangimento.Â
Ex-prefeita, Marta perdeu a tentativa de reeleição em 2004. No primeiro turno, ela obteve 35,82% contra 43,5% do então candidato a prefeito José Serra. No segundo turno, Marta obteve 45,1% contra 54,8% de Serra. Convencida pelo PT a disputar a Prefeitura de São Paulo, Marta deixou o Ministério do Turismo em 5 de junho deste ano.
A petista obteve apoio de partidos que integram a base de apoio ao governo Lula: O PCdoB de seu candidato a vice, Aldo Rebelo, o PDT de seu ex-rival Paulo Pereira da Silva e o PSB da ex-prefeita Luiza Erundina. Com forte apoio entre os sindicatos e nos bairros mais populares, Marta conta com a militância para enfrentar Kassab no segundo turno.
Aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atingiu em setembro popularidade recorde de 68,8%, Marta obeteve forte apoio durante o primeiro turno. Lula participou de dois grandes comÃcios de apoio à petista, no inÃcio e no final da campanha. Além disso, o presidente gravou participação para seus programas eleitorais e endossou projeto de ampliação do Metrô com financiamento federal.
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