O MuBE, Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia em Pinheiros, foi criado a partir da concessão do terreno, situado entre a Avenida Europa e a Rua Alemanha, pela Prefeitura de São Paulo à SAM – Sociedade dos Amigos dos Museus, no ano de 1986, para a construção de um Centro Cultural de Escultura e Ecologia.

Para a escolha do projeto do prédio do Museu, foi realizado um concurso vencido por Paulo Mendes da Rocha. Nascia então o MuBE e seu prédio que é um marco da arquitetura mundial e que conta também com o jardim projetado por Roberto Burle Marx.

Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia em Pinheiros

MuBE em Pinheiros

A história da sua criação é muito interessante pois, ao ser anunciada a construção no local de um shopping center, os moradores do bairro, um dos mais nobres da capital paulista, se reuniram e, usando o peso de sua influência política e poder econômico, conseguiram sepultar a ideia do centro de compras e, em seu lugar, criar o museu.

O problema do Museu é a contradição entre sua proposta e seu uso efetivo pois, criado sem nenhum acervo, ao longo de sua existência o espaço contou com alguns curadores.

Atualmente tem em sua programação cultural cursos, recitais de piano e feira de antiguidades.

A praça aberta, ao mesmo tempo um espaço propício para exposição de esculturas, é também um lugar cívico e político, para encontro, confrontando-se com o entorno. A praça faz com que a cidade possa respirar e se abrir, desafiando os limites do lote.

O programa, praticamente inexistente, permite um partido simples e provocador. O edifício é alterado já nas primeiras semanas depois de sua inauguração com a implantação de grades na praça livre do térreo.

O Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia seria, segundo proposição inicial, não apenas um lugar de exposições, mas também um centro para gerenciamento das esculturas espalhadas pela cidade.

O programa reduzido, praticamente todo desenvolvido pelo próprio escritório do arquiteto, permitiu que a construção acontecesse sobretudo no subsolo do terreno. O único elemento construído no térreo, além do vazio da praça, dos espelhos d’água e os caminhos e escadas de aproximação do interior (também pensadas como possível auditório aberto), é o grande pórtico de concreto aparente que delimita um marco, um monumento moderno e sintético.

O terreno num cruzamento de ruas e em declive foi também decisivo para o projeto. A relação com as duas ruas na esquina possibilitou a implantação do pórtico de concreto com perfeição visual para pedestres e carros. O desnível permitiu uma entrada na mesma cota da rua e um programa construído no subsolo, sem que o deslocamento exagerado de terra inviabilizasse o projeto.

Apesar disso o projeto apresenta uma certa complexidade construtiva. A quantidade de terra removida foi bastante grande e o lençol freático, localizado em uma cota alta, foram desafios para a sua realização.

Para essa última questão a solução encontrada sugeria a instalação de bombas no edifício para retirada das águas do terreno e que estas fossem jogadas em uma boca de lobo na rua lateral, no sistema urbano de coleta águas pluviais.

A perfeição construtiva perpassa também o grande e esbelto pórtico, que apóia-se com delicadeza sobre os pilares. A contra-flecha projetada e conseguida a partir do concreto protendido, corrige tanto uma imperfeição do olhar (que tenderia a ver a viga com uma leve barriga para baixo), como a possível ação indesejada do tempo (que provoca o aumento da flecha) e o “embarrigamento” da estrutura.

Paulo Mendes propõe com o Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia mesmo que de maneira sugestiva e metafórica, uma revisão da história americana construída para poucos e por poucos. A grande praça, aberta e democrática, lugar de encontro, opõe-se às casas, ostentações do espaço privado, sugerindo uma discussão claramente política através do traço poético da arquitetura, através da emoção e das possibilidades de construção do espaço.

Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia Arquitetura

O Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia em Pinheiros quase todo enterrado, insere-se na paisagem entre jardins criados por Burle Marx. A construção do museu se estendeu por mais de dez anos e é considerado pelos críticos a grande figura da arquitetura brasileira da década de 90.

O Projeto Arquitetônico de Paulo Medes da Rocha propõe para Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (1987) um espaço solene e moderno, inserido em uma localização que faz do projeto, desde o início, uma expressão contestadora: o bairro jardim das grandes mansões da cidade, o Jardim Europa.

Horário de Funcionamento MuBE em Pinheiros

  • Terça a domingo das 10h às 18h

Endereço e Telefone MuBE em Pinheiros

  • Rua Alemanha 221, Jardim Europa – São Paulo – SP
  • Telefone: (11) 2594 2601

Outras informações:

Mapa de localização: