Valor do imóvel quase triplica em Pinheiros

Valor do imóvel quase triplica em Pinheiros
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Nos últimos cinco anos, o preço de um imóvel novo no distrito de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, quase triplicou. Um apartamento recém-lançado de 70 metros quadrados que, em 2007, custava cerca de R$ 320 mil, hoje não sai por menos de R$ 880 mil. Segundo a empresa de pesquisa Geoimovel, o aumento de 177% é bem superior à média da cidade (113%).

Para Celso Amaral, diretor da Geoimovel, a alta de preços em Pinheiros deve-se às melhorias na Faria Lima, à chegada da linha 4-amarela do metrô e às obras de reformulação do Largo da Batata. Na parte alta do distrito, na Vila Madalena, a saturação de terrenos e a grife de bairro-boêmio-e-descolado são outros motivos para a supervalorização dos imóveis. “Há dez anos, a Vila não era um bom lugar para morar. Impressionante como mudou e como há lançamentos exclusivos voltados ao jovem de classe alta.”





O valor médio do metro quadrado no distrito é de R$ 12.613. Mas, dependendo do padrão do empreendimento e do bairro, pode saltar para R$ 23 mil. “É um dos distritos mais caros de São Paulo”, diz Ciro Naufel, diretor de atendimento da Lopes Imobiliária, destacando que a parte menos nobre de Pinheiros, próximo ao Largo da Batata, está em plena transformação com a operação urbana da prefeitura. “O comércio antigo do largo provavelmente será expulso e essa região vai se sofisticar”, aposta.

Apesar de ser um distrito consolidado, que teve o seu “boom” imobiliário na década de 1980, ainda há lançamentos na região. Segundo a Geoimovel, Pinheiros ganhou 35 novos empreendimentos residenciais desde janeiro de 2007 -outros cinco devem sair nos próximos meses.

Morador da Vila Madalena há 15 anos, o escritor pernambucano Marcelino Freire diz não trocar o bairro “por nada nesse mundo”, mas declara-se nostálgico e tem suas queixas. “Tem momentos do dia em que a rua Purpurina parece a BR 101.” E brinca, referindo-se às obras: “A cidade de São Paulo, quando estiver pronta, vai ficar muito bonita”.

Fonte: Folha de S. Paulo





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