Parentes de vítimas da cratera do Metrô são barrados na entrada da estação Pinheiros

Parentes de vítimas da cratera do Metrô são barrados na entrada da estação Pinheiros
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Familiares das vítimas da cratera do Metrô e membros do Sindicato dos Metroviários foram barrados na entrada da nova estação Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (16). Por volta de 9h50, eles receberam o governador Geraldo Alckmin (PSDB) com um apitaço.

As famílias protestavam contra a morte de sete pessoas, ocorrida em 2007, durante as obras da estação. Entre as vítimas estava o cobrador Wescley Adriano da Silva, de 22 anos. Com cartazes, os parentes dele acusavam o governo de negligência e incompetência. Moradores da região que tiveram suas casas danificadas pelo acidente também participavam da manifestação.





Por causa do protesto, os seguranças foram orientados a barrar a entrada dessas pessoas. Somente depois de quase 20 minutos da chegada do governador, alguns parentes foram autorizados a entrar na estação. Apesar de dizer que não queria conhecer o local, a viúva do cobrador, Thaís Ferreira Gomes, entrou com o filho Kauã, de quatro anos. Ela estava bastante emocionada.

– Estamos aqui na manifestação por causa da mãe do Wescley que não recebeu a indenização que ela merece. Toda essa situação é difícil, mas a gente tem que ter fé.

No mesmo ano do acidente, Thaís recebeu uma indenização no valor de R$ 130 mil. Segundo ela, até hoje, a mãe do cobrador não recebeu nada.

O tio de Wescley, Elenidlo Adriano da Silva, disse ter sido agredido por um segurança ao tentar entrar na estação.

– Fui cobrar o governador da promessa [de uma placa em homenagem às vítimas], e um segurança me agarrou pelo pescoço. Consegui chegar a 5 m do [ex-governador] José Serra, que olhou para mim e abaixou a cabeça.

O diretor de relações intersindicais do Sindicato dos Metroviários, Alexandre Carvalho Leme, comentou a proibição da entrada dos manifestantes.

– É indignante [a proibição]. Primeiro que o Metrô é público. Evidentemente, é uma ação política para que as pessoas não se manifestem sobre o que aconteceu aqui. Mais indignante foi a proibição do filho que não pode ver o pai.

Para ele, o governo desrespeitou as famílias ao não fazer homenagens às vítimas da cratera.

A estação do bairro Pinheiros foi aberta ao público na madrugada desta segunda. Ela funcionará, de segunda à sexta-feira, das 4h40 às 15h. No entanto, nesse primeiro mês, ainda não será possível fazer a integração com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nem com ônibus que vão parar no futuro terminal que está em construção ao lado da estação.

Fonte: R7





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